Descendo a rua
Na alameda da Vitória
No segundo banco
Descansando está o velho
Manco, pobre e ébrio
Relembrando velhos tempos
Quieto, soturno
Eis que chega por ali
Um mudo menino
Disposto para ouvir
Contos de amor
Lúcido, o velho olha, atônito
Pra depois chorar
E ficam por lá sentados
Na chuva esquecidos
Em um mútuo silêncio
De quem sabe que
A vitória a nós pertence
Os que nela pensam
Nenhum comentário:
Postar um comentário